Ciências
contábeis, uma boa opção como escolha profissional
Constantino de Gaspari Gonçalves
Um das maneiras de se avaliar as perspectivas de uma atividade
profissional é tomar conhecimento se existem bons empregos
na área, levando em conta também à remuneração.
Em se tratando da profissão contábil, as pesquisas
têm mostrado que além de emprego garantido, a remuneração
ou os honorários são significativos, estando entre
as profissões consideradas “nobres” que melhor
remuneram seus profissionais.
Considerando o grande avanço das empresas comerciais e
prestadoras de serviços, principalmente nos grandes centros,
o crescimento no nicho de empregos ligados à produção,
é inquestionável.
Com esse cenário atual, pode-se afirmar que há um
espaço considerável a ser preenchido pelo profissional
de contabilidade, pois onde houver uma empresa, necessariamente
haverá um Contador, seja na sua criação ou
no acompanhamento de seu desenvolvimento. É notório
também que, com o crescente número de novas empresas
que vem se estabelecendo em diversos setores comerciais e industriais,
devido à escassez de novas frentes de trabalho, como exemplo,
no setor financeiro (Bancos), esses profissionais estão
buscando se estabelecer comercialmente, aumentando assim consideravelmente
as oportunidades para os profissionais de contabilidade.
Estão surgindo também, outras opções
de trabalho para o contador na função de perito
e auditor, pois há uma grande preocupação
nas empresas de salvaguardar seus patrimônios de fraudes
e litígios judiciais.
A profissão contábil vem passando por um momento
de transição, onde a fase mecânica cedeu lugar
à fase técnica, que agora está cedendo lugar
à fase da informação, causando assim uma
queda nos empregos. Por outro lado, esse fenômeno tem levado
os contadores a buscar novos conhecimentos e aperfeiçoamentos
profissionais, já que o objetivo da profissão contábil
vai muito além de efetuar registros das operações
e preparar um balanço, para isso, as empresas contam com
softwares avançados que produzem melhor e em tempo real.
Uma pesquisa feita pela Ray & Bernedtson, empresa especializada
na busca de executivo, publicada no Jornal O Globo, de 26/12/99,
a contabilidade foi considerada uma das atividades profissionais
mais promissoras na transição do século.
O artigo “Pronto para o Trabalho Futuro” aponta onze
profissões, que cada vez mais vem se destacando no mercado
globalizado, entre elas a contabilidade com um novo perfil onde
o contador deve dominar economia internacional e o processo de
gestão das empresas, além de ter uma grande visão
de negócio.
Outro fator relevante em favor da contabilidade é que é
uma das únicas profissões a oferecer um leque amplo
de alternativas profissionais, permitindo várias oportunidades
de especialização. Entretanto, o Contador deve se
conscientizar de que o reconhecimento profissional está
fundamentado em dois pontos básico: a capacidade técnica
e o comportamento ético.
O contador nesse novo cenário globalizado deve se apresentar
como um “interprete” e não simplesmente como
um elaborador de relatórios contábeis. Mais do que
nunca, o trabalho do Contador deve estar pautado na Competência
e na Ética.
OPÇÕES
DE ÁREAS DE ATUAÇÃO DO CONTADOR
Mais informações sobre a profissão
você pode conseguir acessando www.crcpr.org.br O autor é Doutor em Ciências Empresariais,
Mestre em Contabilidade, Professor do Departamento de Ciências
Contábeis da FAFIMAN.
Funcionário
público
Lúcia Nice Orsi
Recentemente, no dia 28 de outubro, foi comemorado
o Dia do Funcionário Público. Entre comemorações
dos que se enquadram neste segmento, surgem os comentários:
“não sei pra quê um dia pra esse povo que não
faz nada!”.
Bem, é difícil tomar partido nesse assunto, uma vez
que sou parte interessada e pareço estar legislando em causa
própria. Entretanto, fazem-se necessárias algumas
considerações. Funcionário público o
é todos aqueles que atuam sob a égide do poder público,
mas o comum da população tem por normal considerar
assim apenas os que atendem nas sedes dos Três Poderes ou
nas Secretarias municipais e estaduais. O professor universitário
estadual, que forma os futuros profissionais, o policial que garante
segurança, o lixeiro que mantém a limpeza, o médico
que salva vidas no postinho, o Juiz que profere sentenças
nos mais diversos litígios, o bombeiro, todos o são.
O funcionário público tem por missão velar
pela coisa pública, sob normas estabelecidas e seguindo um
código de honra. Por si só esta função
merece respeito.
Entretanto, ao longo dos anos houve uma distorção
no entender das coisas e o funcionário público passou
a ser responsabilizado pela ineficiência do Estado, tornando-se
um profissional desacreditado e passível de chacotas. Ocorre
que grande culpa desta ocorrência foi a politização
do serviço público, com políticos nomeando
servidores a seu bel prazer e entregando a função
de servidor público a pessoas descomprometidas com a eficiência
dos serviços essenciais aos cidadãos. Decisões
e atitudes são tomadas, novas maneiras de executar o serviço
são determinadas apenas por uma gestão, não
havendo continuidade. Some-se a isto uma burocracia que cada dia
parece aumentar, pois cada mandante quer instituir alguma reforma
e imprimir sua marca na história. Em resultado, tornamo-nos
bodes expiatórios quando as coisas emperram e não
se desenvolvem como deveriam, somos apontados como culpados pelo
mau gerenciamento da coisa pública. E de tanto ouvirem opiniões
desmerecedoras sobre sua profissão, muitos funcionários
públicos acabam por acreditar nisto e desempenham suas funções
com letargia, sem esperança alguma de receber valorização.
O Estado ainda é o responsável por suprir as necessidades
básicas dos cidadãos e isto seria feito de maneira
certa se quem detém o Poder fizesse sua parte, não
jogando a culpa nas costas de quem nada pode fazer se não
vierem ordens de cima. Por mais que o Estado se modernize, ainda
necessitará de funcionários públicos para executar
as ações. E isto deveria ser motivo para valorização,
para planos de salários melhores, de condições
dignas de trabalho. Estamos atuando em todas as áreas em
que a população necessita. Em favor do povo e do engrandecimento
do País. A autora é escritora e funcionária pública.
Plenitude
da vida Momento Espírita
O ser querido, que a morte arrebatou, não se extinguiu,
prosseguindo, em outra dimensão, conforme as suas conquistas
morais e espirituais.
A morte, em realidade, é a porta que se abre e conduz à
vida plena, onde vibram, indestrutíveis, os tesouros incomparáveis
da eternidade.
Logo após a morte do corpo físico, não ocorre
o enfrentamento com os demônios representativos do inferno
mitológico, nem com os querubins em júbilo para
a condução do espírito aos céus.
Tem lugar, sim, o encontro com a consciência que desperta
para a análise do comportamento vivido em relação
àquele que deveria ter sido vivenciado.
Nos primeiros dias após a desencarnação o
espírito geralmente permanece adormecido, de modo que,
ao despertar, defronta a realidade na qual prosseguirá
a partir daquele momento.
Não existem, porém, duas mortes e reconquistas da
consciência iguais. Cada ser é um cosmo pessoal,
diferindo dos demais, vivenciando emoções e aspirações
compatíveis com o seu nível de evolução.
Assim, cada qual acorda no além-túmulo conforme
adormeceu sob o anestésico da morte.
***
É natural que sofras a saudade daquele a quem amas e partiu
da terra no rumo da imortalidade.
Não te desesperes, porém, pensando que não
mais compartilharás da sua convivência, da sua afetividade,
do relacionamento abençoado.
Ao invés de te permitires o arrastamento pelo desespero,
acalma-te e envolve o ser querido em lembranças felizes,
direcionando-lhe pensamentos edificantes e orações
consoladoras.
Ele receberá as tuas vibrações de paz e de
amor que o reconfortará, diminuindo-lhe também as
angústias pela viagem realizada, as dores que talvez experimente.
Logo que lhe seja possível, volverá a visitar-te,
envolvendo-te em ternura e gratidão.
Nunca penses na morte em termos de destruição e
de aniquilamento.
Tudo, em a natureza, morre para ressurgir, para transformar-se.
Por que o ser humano deveria desaparecer?
Se não o vês, isto não lhe significa a desintegração,
considerando que a maioria de tudo aquilo em que crês é
invisível aos olhos, mas captado por instrumentos especiais
torna-se realidade palpável. O mesmo ocorre com os chamados
mortos, que podem ser vistos, ouvidos, sentidos e manifestos através
do instrumento mediúnico.
Se não és dotado de faculdade ostensiva, és
possuidor de sentimentos que te facultam a captação
dos pensamentos e dos sentimentos dele.
Se desejas comunicar-te com o afeto que faleceu, faze silêncio
interior e o perceberás, assim aliviando as dores da aflição
de ambos com o medicamento da alegria e da esperança do
reencontro.
***
Após a morte dilaceradora e cruel sofrida por Jesus, veio
a madrugada da imortalidade, quando Ele ressuscitou, iluminado
e triunfante ao túmulo, confirmando as Suas palavras e
promessas, desse modo iniciando a era nova da felicidade sem interrupção
pela morte.
Nunca te olvides, pois, da ressurreição que sempre
somente se dará, havendo antes a desencarnação. Equipe de Redação do Momento Espírita,
com base em mensagem psicografada pelo médium Divaldo P.
Franco, no dia 31 de maio de 2004, em Zurique, Suíça,
ditada pelo Espírito Joanna de Ângelis.