Da
Redação/GB Edições
Fotos: Divulgação/PARATUR
Parte final
O município de Santarém está localizado
entre dois grandes rios, o Amazonas e o Tapajós. É
lá que ocorre o encontro das águas verde-esmeralda
do Tapajós com as águas barrentas do Amazonas.
A partir desse encontro, os rios correm juntos, por um bom
tempo, sem se misturar.
A 710 quilômetros de Belém, Santarém oferece
uma variedade de atrações turísticas.
O acesso é fácil. Lá o turista pode desfrutar
da beleza da Praia de Alter-do-Chão, banhada pelas
águas cristalinas do Tapajós. A pescaria é
uma das atrações mais apaixonantes de Santarém,
especialmente a pesca do tucunaré.
A região do Tapajós tem ainda a Festa do Çairé,
a maior expressão folclórica do Médio
Amazonas. Santarém dispõe de hotéis,
bares, restaurantes, lojas de artesanato e agências
de turismo para organizar viagens e excursões aos diversos
pontos turísticos da região.
A Ilha de Marajó, situada na foz do Rio Amazonas e
banhada pelo Oceano Atlântico, faz parte do maior arquipélago
fluviomarinho do mundo. Com relevo composto principalmente
de planícies, durante o período de chuvas intensas,
entre fevereiro e maio, parte de seu território fica
inundado. Por isso, apresenta as condições apropriadas
para a criação de búfalos, abrigando
o maior rebanho do Brasil. Lá, esses animais são
utilizados normalmente no transporte, seja no campo ou nas
cidades, e sua carne é a base de alguns dos pratos
típicos da região. Visitar uma das fazendas
adaptadas para receber turistas é uma ótima
maneira de se conhecer o ambiente marajoara, que conta com
uma grande diversidade de fauna, com destaque para as muitas
espécies de aves.
No lado da Ilha de Marajó que dá para o mar,
há praias que se comparam em paisagem às mais
bonitas do país, com pequenas dunas de areias brancas
e coqueiros. A cultura regional está presente nas apresentações
de danças folclóricas, como o lundu e o carimbó,
e no Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari.
Na Ilha de Marajó, não deixe de visitar as fazendas.
Embora mantenham suas atividades normais de pecuária,
recebem turistas. Organizam passeios em trilhas, de barco
ou montando búfalos, para que os visitantes possam
entrar em contato com o meio ambiente local. É possível
também hospedar-se em uma típica fazenda nos
campos do interior da ilha.
As bonitas praias do Pesqueiro, Araruna e Barra Velha ficam
próximas ao centro de Soure. No município de
Salvaterra, se encontram as de Joanes, Monsarás e Grande.
A maioria tem areias claras, pequenas dunas e mar azul. Na
praias mais movimentadas, há barracas rústicas
que servem bebidas e petiscos.
O Museu do Marajó fica na pequena cidade de Cachoeira
do Arari, a 75 quilômetros de Soure, por estrada de
terra que percorre a planície. A viagem até
lá é uma oportunidade de se entrar em contato
com o exótico ambiente do interior da ilha. Expõe
peças da antiga cerâmica marajoara, encontrada
em escavações, além de artesanato e objetos
típicos da cultura regional.
Atração à parte são os pratos
preparados com carne de búfalo e que representam a
cozinha regional; podem ser encontrados nos restaurantes de
Soure: o Frito de Vaqueiro, ou seja cubinhos de carne fritos
e o Filé Marajoara, coberto com queijo de búfala.
Conhecer o Pará é desvendar seus variados ecossistemas,
apreciar de perto a exuberância de suas matas, passeando
entre rios e igarapés e, com um olhar mais atento,
perceber os curiosos animais que habitam essa região.
Sob a sombra da Floresta Amazônica vivem inúmeras
espécies da fauna, que comprovam a rica biodiversidade
da região. Tal é a grandeza desse universo verde,
que com freqüência os pesquisadores ainda estão
descobrindo novos animais. São mais de 2 mil espécies
de peixes, cerca de 950 tipos de pássaros e 300 espécies
de mamíferos.
São animais exóticos como o peixe-boi, de mais
de 2 metros de comprimento, a ave guará, que em revoadas
nos finais de tarde no Marajó colore a ilha com sua
penugem vermelha, ou ainda o poraquê, peixe que libera
descarga elétrica para atacar suas presas.
Conheça o Pará e tenha contatos inesquecíveis
com essa maravilhosa fauna.
Serviço:
Os hotéis, pousadas e restaurantes concentram-se nas
duas principais cidades: Soure e Salvaterra. A maioria é
simples, mas oferece equipamentos como ar condicionado, que
ajuda a enfrentar o forte calor da região. A Ilha Mexiana,
que integra o arquipélago, abriga um grande resort.
O acesso à ilha é feito de barco ou balsa, a
partir de Belém. São cerca de 3 horas de viagem.
Outra opção são os vôos realizados
por empresas de táxi aéreo. Agências de
viagem de Belém organizam pacotes completos para Marajó. |